Achar que o local em que estamos não diz respeito a nós é praticamente um sentimento comum a todo e qualquer ser humano. Talvez o problema esteja em acreditar, com todas as forças, que está tudo bem e que não poderia estar melhor. Porém, é necessário saber balancear essas "crises" para que não exista depressão profunda e nem conformismo debilitante.
É sufocante ver pessoas queridas convictas de que não pertencem ao local em que estão e, ao qual, querendo ou não, você pertence também. Será que deveria sentir o mesmo e querer ir para outro lugar o mais rápido possível? Será que incomodo por não ter vivido experiências fora de minha terra natal? Afinal de contas, o máximo que fiz, foi ir até a Disney com apenas 11 anos de idade. Mal conhecia a história do mundo, mal sabia o que ele reservava para mim (ainda não sei, e isso incomoda, e muito), não compreendia (compreendo) minha mera existência.
Agora me sufoco por não conseguir participar de conversas sobre outras culturas as quais conheceram, por não poder sair daqui nesse exato momento e colher histórias em outros lugares e poder contá-las animadamente para cada interessado, por me ater profundamente aos estudos desde meus 10 anos de idade, por meus pais não terem condições de enviar a filha para outro país (nunca os culpei por nada disso. Cada um possui e faz suas condições e experiências acontecerem). Ninguém tem culpa de nada, só eu.
Eu que quis juntar dinheiro para fazer cursinho, para fazer cursos de línguas, para participar da formatura, para comprar livros e roupas, para tentar me inserir naquilo a que me propus e alçar a meta estabelecida por mim mesma: ter uma profissão e fazer com que meus pais não vivam tão apertados.
Viagens? Não pensei nisso a sério ainda! A meta é visitar a Europa no final de 2010. SOZINHA! Forçar-me a me virar, a dar a cara a tapa, a deixar de ser covarde, a não depender dos outros e esperar a boa vontade deles. Aprender a ser Paula, simplesmente Paula. Não uma pessoa que cria personagens em cada lugar em que passa. Por mais autentica que seja, finjo bem, muito bem. Consigo sorrir quando queria xingar...
Esse texto, que se tornou um desabafo, era para ser uma discussão sobre sensação de mal estar constante. Bem... É assim que me sinto! E é necessário distanciamento para uma análise eficaz, como aprendi na faculdade.
Boa noite
OBS: Post escrito ao som de Maysa.
Domingo, Maio 17, 2009
Segunda-feira, Janeiro 19, 2009
Um chá
Já percebeu como um chá pode ser extremamente hipnotizante?
Hoje segui a rotina, cheguei no trabalho, liguei o computador, chequei e-mails e esperei a fome bater. Fome que mato tomando água ou chá. Então fui até ao lugarzinho onde há água, café, chá, açúcar, adoçante, colherinhas, copos, guardanapos e a geladeira. Como não tem mate, pego o meu saquinho na gaveta, vou até lá, pego dois copos descartáveis, coloco-o lá dentro, despejo água e começo a parte mais legal: levantar e mergulhar o saquinho... Essa é a primeira fase da hipnose. A segunda começa no ver o açúcar cair, abrir o saquinho e despejar os pequenos e cristalinos grãos na água marrom. Sim, aqui é tudo em saquinhos... Depois vem o mexer o líquido quente com a colherinha (colherinha mesmo, bem pequenininha, pode ser chamada também de pazinha) de plástico transparente. A terceira fase é ver a fumacinha que fica na superfície do chá. A parte mais chata fica no tomar.
Acho que poderia fazer vários só para ver cada detalhe mais de uma vez por dia.
Tente em casa. Além de hipnotizante é calmante e terapeutico também.
Quarta-feira, Janeiro 07, 2009
Morfeu?
Não sei se quero mais sonhar. Isso não me deixa dormir em paz e muitas vezes me assusta, inclusive quando traz previsões e essas, depois, realmente se realizam.
Parece que meu corpo já percebeu que dormir cansa mais do que ficar acordada e não pára de se mexer, me encomodando.
Morfeu está me atrapalhando, me sufocando com imagens tão reais, quando deveriam ser ilusões das mais perfeitas e belas...
Espero deitar-me, fechar os olhos e em dois minutos desligar tudo, inclusive a maquininha de sonhos do filho de Hipnos.
Parece que meu corpo já percebeu que dormir cansa mais do que ficar acordada e não pára de se mexer, me encomodando.
Morfeu está me atrapalhando, me sufocando com imagens tão reais, quando deveriam ser ilusões das mais perfeitas e belas...
Espero deitar-me, fechar os olhos e em dois minutos desligar tudo, inclusive a maquininha de sonhos do filho de Hipnos.
Segunda-feira, Janeiro 05, 2009
Futuro
Ah, se pudessemos desaparacer e só voltar quando quisessemos...
Talvez a vida se tornasse menos exigente e ansiosa.
Talvez eu tivesse mais saúde física e mental.
Talvez eu risse mais.
Talvez eu... fosse... estivesse sempre eu.
Talvez a vida se tornasse menos exigente e ansiosa.
Talvez eu tivesse mais saúde física e mental.
Talvez eu risse mais.
Talvez eu... fosse... estivesse sempre eu.
Quarta-feira, Dezembro 24, 2008
Ah, o Natal...

Não me lembro de ter acreditado alguma vez na vida no Papai Noel. Primeiro por morrer de medo dele, de palhaços e de pessoas fantasiadas de bichos estranhos. Segundo porque nunca ninguém se vestiu de vermelho e colocou aquela barba nada a ver com nada num Natal em família. Terceiro por achar ridículas essas coisas.
Nunca escrevi uma cartinha e sei que, com cinco anos, vi minha bicicleta montada no quarto da minha tia avó, cuja casa era lugar de encontros deliciosos com vários familiares queridos.
Se sinto falta disso? Não, não sinto e sinto muito menos a tão comentada “magia do Natal”. Só consigo ver pessoas loucas correndo em todos os cantos se endividando e carregando zilhões de sacolas com lembrancinhas para a família toda, até para o papagaio louco do vizinho da rua de trás.
O pior é ver pais levando seus filhos para as filas imensas de shoppings cheios, abarrotados de gente. Por que não levar até a Paulista para ver um monte de luzes bonitas e corais se apresentando. Se é para ver o “verdadeiro Santa Claus, pode ser os de plástico de lá, são mais bonitos.
É triste ver as crianças sendo enganadas. Agora ouço um: Nossa, que insensível! Mas é o seguinte: por que ficar dizendo que um cara de roupa de inverno vermelha e barba branca descerá pela chaminé para trazer presentes? Aqui é muito quente nessa época do ano, não tem chaminé em casa de gente normal (classes B, C, D, E, F...) brasileira e a criança nunca verá esse coisa em sua sala. Acho pior isso do que nunca ter acreditado no bom velhinho hohoho...
Não, não sou triste por isso, talvez por várias outras coisas, mas essa época me deprime e não me aproxima das pessoas que neste momento pensam no presente que deixaram de comprar, na dívida que fizeram, na roupa que devem usar e nas comidas que devem preparar. O amor, a fraternidade, o carinho e essas coisas “supérfluas” que deveriam ser sentidas sempre, foram esquecidas mais uma vez e, assim, o mundo afunda.
Trágico? Quem sabe?
Nunca escrevi uma cartinha e sei que, com cinco anos, vi minha bicicleta montada no quarto da minha tia avó, cuja casa era lugar de encontros deliciosos com vários familiares queridos.
Se sinto falta disso? Não, não sinto e sinto muito menos a tão comentada “magia do Natal”. Só consigo ver pessoas loucas correndo em todos os cantos se endividando e carregando zilhões de sacolas com lembrancinhas para a família toda, até para o papagaio louco do vizinho da rua de trás.
O pior é ver pais levando seus filhos para as filas imensas de shoppings cheios, abarrotados de gente. Por que não levar até a Paulista para ver um monte de luzes bonitas e corais se apresentando. Se é para ver o “verdadeiro Santa Claus, pode ser os de plástico de lá, são mais bonitos.
É triste ver as crianças sendo enganadas. Agora ouço um: Nossa, que insensível! Mas é o seguinte: por que ficar dizendo que um cara de roupa de inverno vermelha e barba branca descerá pela chaminé para trazer presentes? Aqui é muito quente nessa época do ano, não tem chaminé em casa de gente normal (classes B, C, D, E, F...) brasileira e a criança nunca verá esse coisa em sua sala. Acho pior isso do que nunca ter acreditado no bom velhinho hohoho...
Não, não sou triste por isso, talvez por várias outras coisas, mas essa época me deprime e não me aproxima das pessoas que neste momento pensam no presente que deixaram de comprar, na dívida que fizeram, na roupa que devem usar e nas comidas que devem preparar. O amor, a fraternidade, o carinho e essas coisas “supérfluas” que deveriam ser sentidas sempre, foram esquecidas mais uma vez e, assim, o mundo afunda.
Trágico? Quem sabe?
Sexta-feira, Agosto 15, 2008
Um mundo para chamar de seu
Estou me sentindo extremamente sozinha. Algo estranho, um buraco imenso no peito, uma falta de algo que não faço a mínima idéia do que seja.
Pensando bem sei sim. Falta humanidade em mim. Ando muito carrancuda, vendo defeito em tudo e em todos. Mas também criei um amor imenso por certas pessoas e asco maior ainda por outras, algo de não conseguir olhar nos olhos. Isso porque elas são falsas. Falsas no sentido de agir de uma forma na internet, de outra pessoalmente, de outra com outra pessoa.
Qual o problema em ser igual com todos? Acho que isso traz raiva para aqueles outras que estão julgando e analisando todo mundo.
Não me excluo desse grande grupo que se acha e vive classificando os outros num sistema próprio. Isso me faz mal, mas é quase que incontrolável. O espaço é pequeno, a competição constante, mas percebendo quão amarga ficava, me acalmei e estou vivendo minha vida.
Agora o medo é excluir aqueles de que gosto e não partilhar com eles todos os momentos pelos quais passo.
Complicado, difícil, incompreensível às vezes!
Não é a toa que adoro cinema e livros. Assim me distraio, vou para outros lugares, esqueço do dinheiro que preciso para comprar coisas e pagar contas, esqueço do aperto do ônibus, esqueço do esforço diário que faço para me comunicar, para me manter de pé, para respirar...
Exaustão é a palavra-chave agora!
Talvez amanhã ou depois ela mude, mas agora é assim que é e não dá para mudar já.
Vou andar pela Paulista para me distrair, ver gente correndo, assim não dá tempo de julgar muito e nem me sinto tão sozinha.
por MIM
Pensando bem sei sim. Falta humanidade em mim. Ando muito carrancuda, vendo defeito em tudo e em todos. Mas também criei um amor imenso por certas pessoas e asco maior ainda por outras, algo de não conseguir olhar nos olhos. Isso porque elas são falsas. Falsas no sentido de agir de uma forma na internet, de outra pessoalmente, de outra com outra pessoa.
Qual o problema em ser igual com todos? Acho que isso traz raiva para aqueles outras que estão julgando e analisando todo mundo.
Não me excluo desse grande grupo que se acha e vive classificando os outros num sistema próprio. Isso me faz mal, mas é quase que incontrolável. O espaço é pequeno, a competição constante, mas percebendo quão amarga ficava, me acalmei e estou vivendo minha vida.
Agora o medo é excluir aqueles de que gosto e não partilhar com eles todos os momentos pelos quais passo.
Complicado, difícil, incompreensível às vezes!
Não é a toa que adoro cinema e livros. Assim me distraio, vou para outros lugares, esqueço do dinheiro que preciso para comprar coisas e pagar contas, esqueço do aperto do ônibus, esqueço do esforço diário que faço para me comunicar, para me manter de pé, para respirar...
Exaustão é a palavra-chave agora!
Talvez amanhã ou depois ela mude, mas agora é assim que é e não dá para mudar já.
Vou andar pela Paulista para me distrair, ver gente correndo, assim não dá tempo de julgar muito e nem me sinto tão sozinha.
por MIM
Segunda-feira, Julho 21, 2008
Ai...
Sem ar
Sufocada
Sozinha
Deprimida
Inútil
Será tudo isso está bom para uma pessoa só?
A quem estou enganando com sorrisos?
Por que esse buraco no peito?
Esse peso na cabeça?
Esas lágrimas nos olhos?
Por que escrever essas coisas num blog que ninguém lê?
Talvez por saber que ninguém lê e que ninguém pode fazer algo para que essa situação mude.
Talvez por saber que nada mudará e apenas mais algumas poucas palavras estarão jogadas na rede em meio a um infinito de outras.
Talvez por saber que só palavras minhas me (des)confortam um pouco.
É o que sei fazer: escrever. Não interessa o quê.
Tudo são apenas palavras desconexas, umas em frente das outras.
Sufocada
Sozinha
Deprimida
Inútil
Será tudo isso está bom para uma pessoa só?
A quem estou enganando com sorrisos?
Por que esse buraco no peito?
Esse peso na cabeça?
Esas lágrimas nos olhos?
Por que escrever essas coisas num blog que ninguém lê?
Talvez por saber que ninguém lê e que ninguém pode fazer algo para que essa situação mude.
Talvez por saber que nada mudará e apenas mais algumas poucas palavras estarão jogadas na rede em meio a um infinito de outras.
Talvez por saber que só palavras minhas me (des)confortam um pouco.
É o que sei fazer: escrever. Não interessa o quê.
Tudo são apenas palavras desconexas, umas em frente das outras.
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